Ela...
ela tem aroma a menina-mulher...
ela tem a candura...
ela tem o intenso e soberano...
ela tem o diabolicamente angelical...
ela tem o encanto...
ela tem asas púrpuras...
ela tem um ar... de Mulher Libertya...
As mãos dela e as minhas bailaram assim...
... em exquisite corpse
Sei-te em mim aos pedaços...
Puxo o elástico do espírito,
sem te usurpar a alma em flor
e, vejo-te em gotas de chuva
... que me caem no rosto...
Sei-te, porque me sei a mim...
Sinto-te em cada respirar...
Em golfadas de ar, como vida que me alimenta,
como se em suspenso me mantivesse...
Sinto-te em cada aroma e sabor, adociçados e frescos,
hortelã pimenta que me inebria... enfeitiça...
como se lenha fosses, na minha fogueira...
Sinto-te, como me sinto a mim...
Sei-te devagarinho,
de mansinho vou(te) sabendo...
olho-te no vice-versa ou, no reverso do meu jeito
sei que os teus braços são leves...
são plumas que me enfeitam o peito
Sei-te num pensamento longe,
aroma de jasmim... brilho de lua, banho de mar
Sei-te, porque me sei a mim...
Sinto-te em cada caminhar,
Como pegada que me marca o ser
Plena na sua forma, única do teu saber…
Sinto-te de forma avassaladora,
Nas veias que me inundam, de sangue galopante,
Mar revolto num usurpar de sentidos...
Brisa suave, Magnólia em flor, repasto dos Deuses,
Sinto-te, porque sei-te assim...
E o sabor que tem o teu saber...
É Alma estendida ao sol
Coração em desalinho
É descanso, fogo e Universo
Pele rubra de carmim...
Sei-te, porque me sei a mim...
As mãos dela são escarlate, as minhas, cinza...

