17 fevereiro 2011

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Roubada daqui




Na ponta do meu nariz, mora o cheiro e o sensato desapego, do frágil e minoritário...

Ali, não há autómatos, comandos, manuais ou gestos forçados!
Na ponta do meu nariz, nasce a espontaneidade, fúria, delicadeza, sensibilidade e todas as articulações primárias, que a minha alma contém, sem desmérito para nenhuma...
Na ponta do meu grande nariz, há o deus das pequenas coisas... aquele que não se importa, com coisas pequenas!
Há também um ser, algo sensorial... chamo-lhe o principezinho, que me diz, enxergar o que é invisível aos olhos...
A ponta do meu nariz, possui um dialecto próprio. Ás vezes improvável, outras tantas, inconveniente e imediato... quase que previdente! Porque, a ponta do meu grande nariz, é pequena... não suporta pesos desmedidos, nem linguagens volúveis!
Na ponta do meu nariz, nasce o sorriso mais puro ou a mais pura contestação!
O meu grande nariz, não procura grandes coisas... mas espera grandes passos... feitos de certeza e coragem...