Roubada daqui
É infinito, esse desmedido aroma da palavra encarnado
É vento em fúria e lamento, da razão perdida, ou sustento...
É a palavra nua na noite escura, decassílabo, justa equação, métrica e rima
É assim e acolá, apertado cansaço, gotas de seda, falido embaraço
Bruto, é o querer desalinhado, combustão, calafrio, ou...
dulcíssima prisão...
Transcendente é o verbo que se solta...
talvez embriagado, prende os membros serenos...
... liberdade e guilhotina em resquícios amenos
Virtuosos os sentidos, que exaltam das fendas e se captam nos dedos...
que os amarram [!] no capricho dos verbos, que os corpos reclamam...
Na véspera mornos, agora inflamam!
Ávidas as bocas, que se apartam num lacónico instante...
cobiça constante...
doce inquietação... fulgor inebriante...
Outrora capazes, agora urge o insano deleite...
