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14 janeiro 2011

Quero...

Roubada daqui



... do teu colo o meu assento...
de tuas mãos, água insana
de teus dedos, meu tormento
Ai de mim... Deusa profana!

Quero o teu cheiro animal, descendo em mim como vinho...
maduro
Quero esse refúgio carnal, sedento, sexo imoral
Quero essa dor, que cansa, arruina, morte lenta...
sinuosa lança
Quero orgasmos dementes, floridos, gritos quentes
Quero a tua boca viçosa, molhada, tortura maliciosa...
Quero(te)... como... Cavalo de Troia

10 setembro 2010

Com loucos olhares...

Roubada daqui




arruíno-te, no tempo que te demoras

Gosto de te observar...
ver-te roer os lábios...

Gosto de te observar, quando cerras o olhar
... quando os dedos são garras e me agarras
... do vai-e-vem que me cobras
... da gana com que me atracas a ti
... quando me empurras e puxas
... que me açules penetrando-me o olhar

                                                               ... com loucos olhares

26 maio 2010

Abandono-me...

Roubada daqui





... lentamente, ao capricho que os meus dedos desenham
no calor da minha pele...
Deixando o seu legado na minha boca,
molham-me... tentam-me...

Vagarosamente, percorrem o pescoço
e... descem...

Sinto a sua pressão nos mamilos, marcando-os...
Deixando-os...
Túmidos, altivos... qual rosa primaveril fruindo o sol
e... descem...

Castigam-me o ventre com o seu bailado leviano...
volátil...
matizando toques de girassol, como na tela de Van Gogh
e... descem...

Penetram o rio que os aguarda,
navegando suave e levemente...

Abandono-me...
Á doce tortura que possui e fustiga as minhas coxas
... clamando o tremor audaz que as escraviza

Ergo o corpo em busca desse navegar...
sinuoso, ondulante, ardente...
... formando vagas sumptuosas
... num espasmo brutal e arrebatador
... venho(me)!

04 fevereiro 2010